Diretoria do Sintrajud chama a categoria para o vira voto contra o fascismo
Panfletagens realizadas por ativistas nas próximas duas sextas-feiras, participação em atos e organização da luta contra ataques previstos no programa registrado no TSE pelo candidato Flávio Bolsonaro, e em defesa das liberdades democráticas, são parte da agenda.
Por: Luciana Araujo

A diretoria do Sintrajud tem somado esforços com outras entidades e movimento para "virar votos" nesta reta final do segundo turno das eleições 2026. A movimentação consiste na participação nos atos de rua que estão sendo realizados e em panfletagens nas próximas duas sextas-feiras (16 e 23 de outubro), das 15h às 19h, entre o Terminal Bandeira e a estação Anhangabaú do Metrô (na Rua Formosa).
O diretor do Sindicato Henrique Sales tem colaborado na organização das atividades. "Estamos à disposição de colegas que desejem somar forças nesse momento tão delicado. Basta entrar em contato", ressalta.
O posicionamento da diretoria preserva a independência e autonomia da entidade, mas visa alertar à população que o voto neste ano pode resultar em nova tentativa de ruptura institucional por parte do candidato Flávio Bolsonaro, que promete interferir no Supremo Tribunal Federal, retomar o Programa Nacional de Desestatizações e a proposta de 'reforma' administrativa de seu pai - que a mobilização do funcionalismo derrotou em 2021 -, atacar a Justiça do Trabalho e a legislação trabalhista, preencher cargos de direção no serviço público "com regras de mercado", entre outros ataques. Flávio ataca ainda a existência de sindicatos e movimentos sociais.
A diretoria do Sindicato ressalta que o chamado ao voto em Lula não significa alinhamento com um futuro governo do PT, mas a perspectiva de manutenção das liberdades democráticas para lutar contra os ataques, pelo fim da escala 6x1 e a defesa dos direitos das populações negra, indígena, LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e das mulheres e meninas. Para mudar o que está ruim, a primeira necessidade é poder lutar contra o que discordamos, sem ameaças de censura como a imposta ao Fórum Nacional das Entidades de Servidoras/es Publicas/os (Fonasefe), que você pode ler para saber mais clicando aqui, ou à integridade das pessoas (o que está embutido na defesa de métodos como a tortura e de torturadores como Carlos Alberto Brilhante Ustra). O Fórum dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Setor Público no Estado de São Paulo também se manifestou contra a censura ao Fonasefe (leia aqui). Participe das iniciativas!
Leia aqui a nota da direção executiva sobre o segundo turno.




