Sintrajud convoca assembleia-ato dia 15 de julho contra a coparticipação em saúde no TRF-3
Coparticipação em saúde é retirada de direitos e NÃO PODEMOS ACEITAR! Sindicato protocolou abaixo-assinado junto à administração e pautou o tema com o Conselho da Justiça Federal; é hora de reforçar a mobilização.
Por: Luciana Araujo

O Tribunal Regional Federal da 3ª Região publicou nesta segunda-feira (06 de julho de 2026) o edital para contratação do novo plano de saúde com a imposição de desembolso de servidoras e servidores para pagar, além da mensalidade, "alguns procedimentos" - a malfadada coparticipação. O TRF-3 joga sobre as costas de trabalhadores e trabalhadoras o ônus, ao invés de pedir mais orçamento para descongelar a parcela de responsabilidade do Regional, cujo per capita está congelado em R$` 579,39 (muito abaixo de qualquer valor cobrado pelas operadoras). Para enfrentar mais esse ataque, a diretoria do Sintrajud convoca uma assembleia-ato na próxima quarta-feira (15 de julho), às 14 horas, em frente ao Regional (Avenida Paulista, 1842).
Todos e todas os/as colegas lotados na sede e nas 15 cidades atingidas pelo plano em discussão: Barueri, Bragança Paulista, Caraguatatuba, Guarulhos, Jundiaí, Mauá, Mogi das Cruzes, Osasco, Registro, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São José dos Campos, São Vicente e Taubaté.
Acesse aqui a sala virtual do ato
O comunicado da administração fala em "preservar a qualidade da assistência oferecida", mas esse argumento é em si falacioso porque se servidores e servidoras têm que pagar a mais para atendimento na mesma rede hospitalar, já não está preservada a mesma qualidade de atendimento.
Da mesma forma, é falacioso o argumento de que haverá um limite de R`$ 250,00 de cobrança máxima mensal por grupo familiar no plano básico e R$ 500,00 no plano superior. Além de serem valores consideráveis que podem comprometer o já apertado orçamento de servidoras e servidores ou consumir integralmente o reajuste recém conquistado, obviamente estes são apenas valores iniciais e na próxima renovação de contrato ou edital as empresas vão apresentar estimativas de custos maiores (a nada transparente sinistralidade) e exigir mais pagamentos. É assim em todo o mercado de saúde.
Mais absurda fica a medida pelo fato de que o atendimento em pronto-socorro entra no rol dos atendimentos que passarão a ser cobrados no balcão da unidade de saúde - ou seja, além de estar passando mal a pessoa vai ter que lidar com a preocupação de ter como pagar o atendimento. Consultas eletivas ou sessões de terapia por reembolso e exames realizados fora de internação também serão cobrados.
O TRF-3 fala ainda em "uso consciente dos serviços", como se as pessoas fizessem uso de serviços de saúde por liberalidade ou escolha, e não por necessidade.
Em pesquisa do próprio Tribunal, 78% das pessoas que participaram do estudo já manifestaram posicionamento contra a coparticipação. O mesmo aconteceu na audiência pública que a administração realizou em abril deste ano. O Sintrajud também protocolou novo abaixo-assinado com mais de 1500 assinaturas contra o modelo e pautou o assunto em reunião com o Conselho da Justiça Federal. A insistência da administração neste ataque revela também uma postura antidemocrática.
Assembleia-Ato
15/07 (quarta) 14, em frente ao TRF-3
=> Mais verbas para a saúde
=> Não à coparticipação
=> Manutenção do reembolso nos percentuais do plano atual
=> Isonomia com a magistratura




