CSJT: Sessão que deveria assegurar equidade na saúde entra para a história por rasgar isonomia
Direção do Sindicato ressalta importância de reforçar a mobilização para o dia nacional de luta, no próximo 1º de julho, quando acontece novo ato no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa às 13 horas.
Por: Hélcio Duarte Filho

Depois de muita pressão da categoria e após um ano de "estudos", o Conselho Superior da Justiça do Trabalho pautou na sessão desta sexta-feira (26 de junho de 2026) o relatório do grupo de trabalho criado em junho do ano passado para retomar a isonomia na distribuição dos recursos orçamentários para a assistência médica e odontológica. O resultado não poderia ter sido mais decepcionante.
Ao longo da apreciação do relatório da ministra Maria Helena Mallmann, que coordenou o GT que deveria eliminar as diferenças no pagamento do auxílio-saúde para servidores/as e magistrados/as, a palavra ‘isonomia’ não foi nem sequer mencionada. O relatório prevê que o benefício pago a servidores e servidoras passa de R$ 546,00 para R$ 602,00 per capita. Enquanto isso, para juízes/as, desembargadores e ministros, o piso será de 5% do subsídio.
Na manhã deste mesmo dia, os ministros relatores dos embargos de declaração na Ação Direta de Inconstitucionalidade 6.601 (confira aqui os votos) Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes apresentaram um voto conjunto para liberar mais penduricalhos à magistratura, o que, se conseguir maioria, vai arrancar mais uma fatia do orçamento que deveria contemplar o funcionamento e investimento em valorização de pessoal no Poder.
Os servidores Ismael de Souza, diretor do Sintrajud, e Fabiano dos Santos, diretor de Base do Sindicato, que acompanharam a sessão em Brasília.
“As expectativas da categoria foram completamente frustradas”, disse Fabiano. “Vamos ao ato do dia 1º de julho às 14 horas no Fórum Ruy Barbosa”, conclamou Ismael.
Veja os informes detalhados no vídeo gravado em frente ao Tribunal Superior do Trabalho, logo após a sessão do Conselho.
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