NOTICIAS27/06/2025
Sintrajud celebra Orgulho LGBT+ neste 28 de junho
Por: Luciana Araujo
Data é fruto dos protestos que ficaram conhecidos como a Revolta de Stonewall.

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Servidoras/es do PJU-SP na Parada (Foto: Arquivo Sintrajud).
Uma história de luta contra a homofobia
Mas a história do Sindicato de apoio à luta contra a homofobia não nasce na Parada deste ano. O Sintrajud esteve no suporte à luta da primeira pessoa no Poder Judiciário da União a conquistar o reconhecimento da união estável homoafetiva para obtenção de benefícios de saúde e previdenciários.Então diretora da entidade, a servidora do TRT-2 Tânia Cristina dos Santos Figueiredo tentou por três vezes exercer o direito administrativamente e teve todos os pedidos negados pelo Regional, em 2005. Seu caso foi então levado ao Ministério Público Federal e ao Ministério Público do Trabalho, com assessoria jurídica do Sintrajud. Em abril de 2006, os órgãos concluíram que o artigo 3º da Portaria 20/2005 (que só reconhecia união estável hétero)incorria em “injustificável discriminação em razão do sexo”.Em 26 de julho de 2006, o TRT-2 editou a Portaria GP 23/2006, reconhecendo que servidores passavam a ter direito de indicar pessoa do mesmo sexo como dependente. E só em 2011 o STF pacificou que as relações homoafetivas eram equiparáveis à união estável em todo o país. Casamentos entre pessoas do mesmo sexo passaram a ser celebrados pelos cartórios do país apenas em 2013."Estive na Parada LGBTQIAPN+ de São Paulo com muito orgulho, reafirmando a importância da criação do Núcleo LGBTQIAPN+ no Sintrajud. É essencial que nosso Sindicato represente toda a diversidade da categoria e lute contra o preconceito nos nossos locais de trabalho", afirma Paulo Misawa, servidor do JEF/Capital.







