A diretoria do Sintrajud reforça o chamado à assembleia estadual
on-line desta quarta-feira (25 de junho), para que a categoria conheça a tramitação da proposta aprovada no último dia 18 pelo Supremo Tribunal Federal, antes de virar realidade no bolso de trabalhadoras e trabalhadores.
A proposta de adicional de qualificação (AQ) votada no STF é resultado das mobilizações e paralisações do dia 28 de maio, e da pressão que o Sintrajud fez direto do ato para que o ministro-presidente, Luís Roberto Barroso, abrisse diálogo com as entidades após um ano de enrolação do Fórum de Carreira do CNJ.
Mas os valores não entram automaticamente nos salários.O STF ainda tem que enviar o projeto ao Congresso Nacional, onde terá que ser aprovado na Câmara dos Deputados e no Senado, e sancionado pelo presidente da República para virar lei. A proposta do AQ vai tramitar em meio aos debates sobre uma nova 'reforma' administrativa, com o parlamento e o governo discutindo reduzir salários e retirar direitos, com ajuda do STF — que recentemente aprovou o fim do Regime Jurídico Único, facilitando os ataques. Por isso, como em 2021, para impedir que o Legislativo vote a 'reforma' e rebaixe as outras propostas de valorização da categoria, só com luta e greve!
Outros motivos para manter a mobilização e o indicativo de GREVE NACIONAL:
1) Esse
adicional (AQ do STF) não atinge a maioria dos trabalhadores da ativa e nem aposentados;2) A categoria reivindica reposição das perdas salariais com sobreposição das tabelas, e o ministro
Barroso disse que apresentará uma proposta de reposição em agosto sem a sobreposição, deixando o tema da carreira para setembro;3)
O Judiciário tem um limite de despesa primária de R$ 59 bilhões e, de acordo com a Lei Fiscal, estima-se que terá R$ 64 bi em 2026. Quanto desse montante vai para os juízes? E quanto vai para os servidores? Esse é o debate real, sobre o qual Barroso não respondeu ainda. O destino desses recursos depende da nossa luta!4)
No dia 30, deve ser votado no Conselho Superior da Justiça do Trabalho o processo que discute a distribuição do orçamento para a assistência à saúde;5)
Também no dia 30 vence o prazo dado pelo TSE para que servidores requisitados de todo o país voltem aos seus órgãos de origem, deixando os cartórios eleitorais em caos.Quatro sindicatos já decidiram: Neste dia 25 é a vez de SP
Para aprovar qualquer projeto, é necessário seguir lutando com muita unidade. Para a categoria ser ouvida e respeitada, mais uma vez será necessária forte greve em nível nacional. Até o fechamento deste boletim, quatro entidades já tinham aprovado paralisações e greve para a próxima semana (MG e BA de 30/6 a 04/7; TRT-15: 30/6 e 01/7; SC: 03/7). Na assembleia geral desta quarta é a vez de São Paulo.
A hora é agora! Por salários, carreira, saúde e direitos!