Coluna social do Johnny Fever está de volta
Personagem estreia comentando a GAACTA (Gratificação por Atuação de Alta Complexidade, Técnica e Administrativa), recém criada pela cúpula do Judiciário para dar penduricalhos às CJs.
Por: Johnny Fever

O Sintrajud retoma a publicação das colunas de artigos de Jonnhy Fever. Um cidadão de bem que é uma tipo inteligente como o Homer Simpson, puxa-saco como muitos que se vê por aí, preconceituoso e que se considera muito "chique". A personagem nasceu durante a greve que conquistou o PCS-2, no ano de 2002, satirizando os preconceitos contra a organização sindical e opinando sobre debates-atalho que recorrentemente surgem para fomentar a divisão da categoria e a rejeição do pertencimetno de classe trabalhadora. Uma forma humorada de lembrar que todos e todas se beneficiam das lutas e mobilizações construídas por colegas que se dedicam a organizar seu local de trabalho, atos, paralisações e greves.
"O Johnny é um red pill. Branco, se acha europeu, quer um cargo e fará qualquer coisa pra conquistar isso. É racista envergonhado, mas escorrega nos atos falhos. Tem a veleidade de 'não ser trabalhador, mas servidor público', e se acha superior, porque seu trabalho é "intelectual" e os demais são trabalhadores braçais. Mora com a mãe, se acha muito na moda, e gosta de falar de moda. Mas é cafona, embora ache cafona quase todo mundo a sua volta - à exceção de quem tem algum cargo de poder", descreve o diretor do Sindicato Elizaldo Veríssimo (o Ely).
Com o nome emprestado (sem pedir licença, porque o JF é assim mesmo) do comediante homônimo interpretado pelo humorista estadunidense Howard Hesseman nas décadas de 1970-1980, o Fever do Judiciário Federal em São Paulo é, em essência, um arrogante capacho.
Há tempos seus textos, que viraram hit na categoria nos anos 2000, não circulavam. Mas agora eles voltam em grande estilo. Sempre lembrando que sua "coluna é social, porque de socialista, basta o Jornal [do Sintrajud]"
GAACTA: Ganhamos um Aumento Às Custas de Técnicos/as e Analistas
Oi, Xentchi. Turupom?
Então, né, finalmente a história me deu razão. Sim, porque eu sempre falei mal dessa massa cheirosa que habita o Judiciário e que se achava importante. Não é! A GAACTA – Gratificação pra quem realiza atividades de alta complexidade – é a prova.
Num abrir e fechar de olhos, descobrimos que tudo o que se faz no Judiciário Federal, por essas mãos bem mal cuidadas desse povo "moreno", é apenas servicinho.
Eu avisei pro populacho, mas a escumalha leva tempo pra assimilar, né?
Mas o que é então, relevante institucionalmente? Ora, coisas muito complexas, claro.
Não é garantir a segurança das eleições, dos processos, dos recursos, da estrutura, das pessoas. É outra coisa...
É, por exemplo, uma atitude bovina diante do absurdo, um toque macio e diligente na puxada de saco, uma certa postura ao rastejar diante de uma autoridade...
Mas, sobretudo, garantir que a majestade da toga não seja jamais perturbada e, mais que isso, uma personalidade sadomasô, quedizê, que goste de apanhar e que saiba bater no andar de baixo, na choldra, quando ela vem reclamar que ganha pouco e trabalha muito.
Nesse momento, é de alta complexidade explicar pra essa ralé que ela foi feita pra isso, que trabalhar é bom porque enobrece a gente e enriquece o andar de cima, porque garante prêmio do CNJ. E que, finalmente, boca calada não entra mosquito.
Convenhamos que isso é complexo e merece um plus no salário mensal.
Então, querido irrelevante, coloque-se no seu lugar e deixa-se cumprir o evangelho entre nós. Lembra? Daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Tá na bíblia...
Acompanhem minha coluna social (porque de socialista, basta o jornal)!




