Luta pelo auxílio-nutrição e contra o confisco das aposentadorias segue
Trajetória de 30 anos de luta independente e autônoma fortalece mobilização pelos direitos de servidores e servidoras aposentados/as.
Por: Hélcio Duarte Filho

O Sintrajud acumula milhares de horas de lutas, contra projetos dos governos FHC, Lula, Dilma, Temer e Bolsonaro.
Entre as maiores vitórias dessas três décadas está a manutenção da aposentadoria integral e paritária para servidores e servidoras que ingressaram até 2003.
Em 1998, a Câmara dos Deputados e o governo FHC aprovaram a primeira ‘reforma’ que eliminou direitos previdenciários. O fim da aposentadoria por tempo de serviço foi substituído pelo tempo de contribuição. Mas quase três meses de greve, da qual o Sintrajud e a categoria foram linha de frente, impediram a imposição de idade mínima para aposentadoria na época.
Em 2003, deputados votaram na madrugada a Emenda Constitucional 40, enquanto milhares de servidores e servidoras se dirigiam em caravana a Brasília. A reforma do governo Lula 1 foi o estopim da saída de centenas de sindicatos da CUT, entre eles o Sintrajud, que, posteriormente, se filiaria à CSP-Conlutas. Aqui, a vitória foi preservar a integralidade e paridade para quem já estava no serviço público, conquista que se mantém.
Em 2017, a grande Marcha ‘Ocupa Brasília’ enfrentou o governo Michel Temer e impediu uma nova alteração na Previdência Social. O Sintrajud foi uma das principais entidades sindicais do país a organizar o protesto.
Em 2019, Bolsonaro conseguiu impor nova ‘reforma’ da Previdência – a mais violenta de todas, que incluiu a idade mínima. Outra vez o Sintrajud foi destaque nessa luta, assim como na que derrotou, em 2021, a ‘reforma’ administrativa do mesmo governo.
É com essa história que o Sintrajud segue na luta pelo fim da taxação das aposentadorias, contra a ‘reforma administrativa’ – que traz muitos ataques a direitos previdenciários – e pelo auxílio-nutrição.




