NOTICIAS17/04/2026

Dirigente do Sintrajud participa do programa Mesa de Debates

Esclarecimento que servidores não recebem penduricalhos e a "média salarial do Poder Judiciário" que a mídia divulga é errada, além da luta contra a reforma administrativa, estiveram na pauta.
Por: Luciana Araujo
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A diretora do Sintrajud Camila Oliveira participou na manhã desta sexta-feira, 17 de abril de 2026, do programa Mesa de Debates, apresentado por Guilherme de Almeida. O podcast transmitido pelo YouTube aborda ações e iniciativas dos movimentos sindical e popular para um público de 15 mil pessoas inscritas, além de ficar disponível a qualquer pessoa sem necessidade de inscrição.

Camila falou sobre a luta da categoria do Judiciário pela reestruturação da carreira com sobreposição das tabelas salariais e para derrubar o veto do presidente Lula às parcelas de reajuste salarial conquistadas com muita luta para 2027 e 2028. Ela lembrou que quando o Supremo Tribunal Federal mandou o projeto ao legislativo o impacto orçamentário já estava previsto para os três anos e o Congresso Nacional aprovou a proposta, depois de dois anos de luta.

"A gente vê a mídia colocar os grandes salários do Judiciário e colocar os servidores na média com os salários e penduricalhos da magistratura. Então a gente tem feito uma denúncia e vários atos. Tem dois anos que estamos em mobilização", disse.

Para a reestruturação da carreira, Camila denunciou que "o Judiciário diz que não tem dinheiro, mas a gente está vendo aí, inclusive com esse julgamento dos penduricalhos, que tem muito dinheiro, só que não está vindo para os servidores".

A dirigente falou ainda sobre a importância do Sindicato pra organizar a luta para garantir recomposições inflacionárias e direito. E destacou que a data-base do funcionalismo, mesmo prevista na Constituição Federal, na prática é negada aos servidores e servidoras com anuência do STF.

O programa também tratou da movimentação do poder econômico no país para tentar impor outra reforma administrativa. E destacou a importância dos trabalhadores e das trabalhadoras financiarem voluntariamente as entidades sindicais para assegurar independência e autonomia na luta de resistência. Além da necessidade de buscar apoio político da população que precisa dos serviços públicos e é cotidianamente bombardeada com uma campanha privatista da mídia e do empresariado contra estes, para desviar o orçamento de direitos para investidores financeiros ou isenções ao grande empresariado. 

Em janeiro deste ano, a diretora Rosana Nanartonis já havia participado do mesmo programa. Assista abaixo às duas conversas na íntegra.