Dirigente do LutaFenajufe esclarece à mídia que servidor/a não recebe penduricalhos
Sindicato repudiou a decisão que pode impactar reivindicação das parcelas de reajuste parcial previstas para 2027 e 2028 e a reestruturação da carreira com sobreposição das tabelas.
Por: Luciana Araujo

A dirigente da Federação Nacional da categoria eleita pelo Coletivo LutaFenajufe Luciana Carneiro (foto) falou ao jornal 'Extra' neste dia 26 de março de 2026 sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal, que legalizou penduricalhos que podem fazer os vencimentos da magistratura chegarem a até R$ 78.528 em valores atuais (clique aqui).
Servidora do TRF e ex-diretora do Sindicato, Luciana ressaltou ao jornal que "Nós, servidores, não temos penduricalhos. Temos nosso vencimento-básico, nosso adicional de qualificação. Só a magistratura recebe. Aliás, para que os magistrados recebam verbas por produtividade, para que os tribunais recebam selo ouro, diamante, é graças ao trabalho dos servidores e servidoras. Somos nós que produzimos os despachos, os votos, as decisões para que os magistrados tenham uma produtividade elevada, para que o tribunal tenha uma produtividade elevada. Enquanto nós, trabalhadores e trabalhadoras, ficamos com a má fama, com o adoecimento, que tem sido imenso."
A decisão do STF transfomou os penduricalhos em verbas "indenizatórias" até que o Congresso Nacional regulamente a questão, incluindo o adicional por tempo de serviço (ATS) que é expressamente vedado pela Constituição Federal desde a reforma administrativa do governo Fernando Henrique Cardoso (a emenda constitucional 19/1998). A diretoria do Sintrajud repudiou a manobra para legalizar as verbas extrateto, que evidenciam que dinheiro tem, mas a magistratura está se apropriando do orçamento do Poder Judiciário.
Leia clicando aqui a reportagem do 'Extra'




