NOTICIAS29/05/2025
Ato no TRF-3 marca dia nacional de luta pela carreira, salário, saúde e direitos
Por: Luciana Araujo
Servidores e servidoras ressaltaram necessidade de intensificar a mobilização para a greve por tempo indeterminado diante da negativa dos tribunais até mesmo do reajuste do AQ.

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Fotos: Lucas Barbosa
O que se disse
Muitos servidores e servidoras falaram no ato, e o clima era de intensificar a mobilização. A reportagem do Sintrajud compilou algumas falas:
“O que vai definir é a gente fazer greve. A gente precisa que o STF comece a negociar, já!”, alertou a diretora do Sindicato Camila Oliveira, servidora do TRT-2.
“Nenhuma pauta vai avançar se a gente não parar. A gente tem um Indicativo de greve por tempo indeterminado para a primeira semana de julho, porque infelizmente a magistratura e o STF só enrolam as servidoras e os servidores, mas quando é para eles a gente não ouve falar em limite orçamentário” frisou o dirigente do Sindicato Ismael Souza, servidor do TRT-2.
“A nossa vitória será do tamanho da nossa luta”, frisou a coordenadora da Federação Nacional eleita por São Paulo e pelo Coletivo LutaFenajufe, Luciana Carneiro, servidora do TRF-3.
“Estou aposentado há 30 anos e há 20 anos pagando contribuição previdenciária. Tem que acabar isso. Uma contribuição aprovada na calada da noite. Quando chegamos em Brasília nos sobrou cantar ‘Você pagou com traição a quem sempre te deu a mão!” para o governo Lula e sua reforma da Previdência”, falou o servidor aposentado Joel Ferreira, presente aos 92 anos de idade.
“Ele merece ouvir: Barroso, você é uma pessoa horrível, um mistura do mal com pitadas de psicopatia’, afirmou o servidor do TRF-3 e fundador do Sindicato Cláudio Klein, lembrando bate-boca do presidente do STF com o ministro Gilmar Mendes.
“A gente precisa fazer uma grande mobilização, rumo a uma greve geral, porque só isso vai fazer o STF abrir negociação efetivamente”, Marcos Trombeta, oficial de justiça lotado na CEUNI e diretor do Sintrajud
Servidor da Justiça Federal em Santos e fundador do Sindicato e da Fenajufe, Adilson Rodrigues lembrou: “Salário, direitos e condições de trabalho é uma luta eterna e continua de todos nós. Não são as maiorias acomodadas que fazem as conquistas acontecerem. São as minorias determinadas e conscientes de seu papel”.
“A nossa categoria precisa urgentemente de um canal direto de negociação com o Barroso e furar o cerco do CNJ”, Henrique Sales Costa, diretor de base do TRT-2
“Agente precisa chamar o colega do lado, do setor, porque as relações pessoais estão sendo minadas pelo digital. Hoje teve greve no Rs, em MG, paralisação de algumas horas na Bahia. Nós vamos ser vitoriosos se todos os que estao aqui propagarem as mensagens do Sindicato e não se deixarem cair nas cascas de banana e nas fake news”Cléber Borges Aguiar, servidor do TRF-3 e dirigente do Sindicato.
“O AQ até seria um pequeno avanço, mas não tem nada concreto, ainda é apenas uma consulta do diretor-geral do STF aos tribunais superiores. Se um disse não, não sai nada. E um detalhe, não atinge aposentados e pensionistas, e quem está na ativa hoje vai ser aposentado amanhã ou vai deixar uma pensão para sua família”Antônio Melquíades (o Melqui), servidor da JF e diretor do Sintrajud.
“Estamos no início da nossa campanha salarial. Em 2024 fomos enrolados sistematicamente pelo Fórum de Carreira. Agora temos todo o mês de junho para construir a greve por tempo indeterminado pelo PCCS, por nossos direitos, pela nossa saúde, contra a terceirização e em defesa do RJU”Raquel Morel Gonzaga, diretora de base do TRE-SP
“Estivemos na Assembleia Legislativa e temos recebido moções de apoio de várias câmaras municipais. E no dia 10 temos a audiência pública na Câmara dos Deputados para cobrar da [ministra] Cármen Lúcia [presidente do TSE], que só ela pode resolver a nossa situação”, ressaltou o servidor aposentado do TRE-SP e diretor do Sindicato Maurício Rezzani, sobre a luta em defesa da permanência dos/as servidores/as requisitados/as contra a terceirização
“FC a gente perde muito fácil. Então a gente tem que lutar realmente pelo nosso salário base. A nossa luta é básica, para acompanhar a inflação.”Patrick Lupinacci, JEF/Capital
Também diretora do Sintrajud e aposentada do TRE-SP, Rosana Nanartonis, destacou: ‘Conversem com seus colegas. Vamos brigar pelo nosso Plano de Cargos e Salários. Sem luta a gente não vai conseguir. Como eu disse, eu sou aposentada. E todos os nossos planos de cargos e salários, a gente só está aqui hoje por causa de greves, por causa da luta e da união”.
"Foi depositada por parte da categoria uma esperança no Fórum de Carreira do CNJ que não vai nos entregar nada se a gente não tiver uma correlação de forças. Coincidentemente, sempre que a gente chama um processo de mobilização, surge nos grupos de WhatsApp alguma coisa para dizer 'está acontecendo isso aqui'. Essa semana foi o golpe do AQ. Porque eles não estão propondo que os tribunais e conselhos superiores discutam a proposta que saiu daquele Fórum, reunião atrás de reunião - eu inclusive participei de várias, sempre denunciando que não estava ali a nossa solução - e sim uma outra proposta, baseada na CJ, querendo angariar o nosso apoio para a valorização de CJ. E não é só isso que querem, querm trazer CJs extraquadro, lotar os tribunais de CJ extraquadro, e por isso querem valorizar a CJ". Fabiano dos Santos, servidor do TRT-2, ex-diretor da Fenajufe e atualmente na direção da CSP-Conlutas, central sindical à qual o Sintrajud é filiado.














