NOTICIAS02/10/2026

ONJF 2026: conquistas marcam participação de São Paulo

Mais que medalhas, participação fortaleceu a coletividade entre servidores e servidoras, com apoio do Sintrajud à preparação e ao esporte da categoria.
Por: Jeferson Choma
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A 23ª edição da Olimpíada Nacional do Judiciário Federal (ONJF), realizada entre os dias 19 e 25 de setembro, em Aracaju (SE), terminou com um saldo expressivo para a delegação de São Paulo. Servidores e servidoras conquistaram 26 ouros, 47 pratas e 38 bronzes, totalizando 111 medalhas; resultados passaram pelo tênis, natação, futebol e pelo hexacampeonato do vôlei feminino. A competição reuniu 1.345 atletas de todo o país, o maior número da história do evento, e contou, pela primeira vez, com modalidades paralímpicas e futebol feminino.

Mais do que a disputa por medalhas, a ONJF é também um espaço construído pelos próprios trabalhadores e trabalhadoras do Judiciário, por meio de suas equipes, associações, sindicatos e organização coletiva. Embora exista a competição esportiva e os atletas vistam as camisas dos tribunais, a experiência vai além dos resultados: fortalece a convivência, a camaradagem, o companheirismo e a cooperação entre colegas. Mesmo nas modalidades individuais, treinamentos, incentivos e dificuldades são compartilhados coletivamente.

E os resultados vieram. São Paulo encerrou a ONJF com 111 medalhas, 26 de ouro, 47 de prata e 38 de bronze, e alcançou a 8ª colocação no quadro geral.

Natação e tênis de mesa

Entre as histórias da delegação paulista está a de Nataly Joana Vieira Meissinger. Grávida de seis meses e mãe de uma menina de cinco anos, ela realizou exames adicionais e recebeu autorização médica para participar da competição. Impedida de jogar futsal por prescrição médica, retomou a natação e manteve a participação no tênis de mesa, seu esporte prioritário.

“Eu queria nadar sem me preocupar com tempo, apenas com o intuito de terminar a prova bem, com fôlego e dignidade. Como um resultado natural do meu bem-estar, sem me comparar. E isso foi uma verdadeira quebra de paradigma para mim, que sempre fui muito competitiva. Avalio que esse contexto me abriu uma nova e saudável perspectiva de relação com o esporte.”

Equipe de natação de SP
Equipe de natação de SP

Equipe de natação de SP

 

No tênis de mesa, Nataly chegou a Aracaju como bicampeã e conquistou novamente o ouro no individual feminino, além de duas pratas, na dupla feminina e na dupla mista. Na natação, conquistou ainda o bronze nos 100 metros peito.

“Fui no intuito de defender meu ouro, já era bicampeã, e, de forma surpreendente, deu certo! Alcançamos também ótimos resultados na dupla feminina e na dupla mista”, contou.

Para ela, a participação ganhou outro significado diante da gravidez. “No meu estado atual, tive o sentimento de enxergar o esporte como um privilégio. Nem todo mundo pode ou consegue praticar, pelos mais diversos motivos, então caberia a mim aproveitar essa oportunidade, por mais um ano, dentro dos limites da minha nova condição”, explicou.

A conquista no tênis também teve uma emocionante homenagem de Breno Reis Mendonça ao amigo João Márcio Pietralonga Fernandes, vítima de um acidente em dezembro de 2025. Amigos, oficiais de justiça e parceiros no tênis, os dois planejavam disputar juntos a ONJF. Breno entrou em quadra em memória do amigo e, ao final, fez uma homenagem com duas raquetes, uma delas representando João Márcio. “Foi uma sensação indescritível estar representando o meu amigo, jogando em casa. Eu senti a presença dele”, contou Breno.

Breno faz homenagem ao seu  parceiro João Márcio na conquista do tenis
Breno faz homenagem ao seu parceiro João Márcio na conquista do tenis

Breno faz homenagem ao seu  parceiro João Márcio na conquista do tenis

Mais medalhas nas piscinas

A servidora Janainna Enedina Teruel, do TRT-2, também voltou de Aracaju com duas medalhas na natação: bronze no nado de costas e prata no revezamento livre feminino.
“Foi uma semana intensa e cheia de emoções! Foram dias de vitórias, empates, derrotas, erros, acertos, aprendizados e, acima de tudo, muitos momentos inesquecíveis que levarei com carinho”, afirmou.
Para Janainna, o resultado mais importante também ultrapassou o pódio.

“No meu saldo individual, uma medalha de bronze no nado de costas e uma medalha de prata no revezamento nado livre feminino, que é a prova que eu mais gosto. Mas, sem dúvida, o mais valioso foi tudo o que vivemos juntos: as amizades, as risadas, a parceria, o carinho e a alegria de fazer parte e torcer por essa delegação”, relatou.

São Paulo em primeiro no tênis e bronze no futebol master

O desempenho paulista se estendeu a outras modalidades. No tênis, a equipe de São Paulo teve uma campanha de destaque e terminou a competição em primeiro lugar.
O futebol master também subiu ao pódio. Logo na primeira edição da modalidade na ONJF, a equipe paulista conquistou a medalha de bronze, ampliando a participação dos esportes coletivos no quadro de medalhas da delegação.

Vôlei feminino conquista o hexacampeonato

Nas quadras, uma das conquistas mais marcantes foi a do vôlei feminino. A equipe de São Paulo realizou uma campanha invicta, conquistou o ouro e chegou ao hexacampeonato da ONJF.

A trajetória começou em 2018, quando São Paulo participou pela primeira vez da competição com uma equipe feminina de modalidade coletiva. Vieram os títulos de 2018, 2019, 2022, 2023 e 2024. Depois da derrota na final de 2025, a equipe retornou ao lugar mais alto do pódio em Aracaju.

“O hexacampeonato veio com um sabor mais que especial”, explica Andréa Pegoraro, integrante da equipe. “A equipe funcionou muito bem este ano, pois veio de treinamentos valiosos no decorrer do ano, com nosso técnico Arthur Costa, que também nos acompanhou lá em Aracaju.
Tivemos uma evolução gritante no decorrer dos jogos, onde até os sets perdidos serviram para mostrar a nós mesmas a qualidade desta equipe” explica.

A preparação exigiu também organização das próprias atletas. “Neste ano, nossa equipe começou a fazer treinos em alguns sábados. Com a ajuda do Sindicato, compramos as bolas da mesma marca utilizada na competição. Contratamos um técnico e a própria equipe fez uma rifa para arrecadar fundos e levá-lo de São Paulo para nos acompanhar em Aracaju. Fizemos também uma caixinha, treinos e amistosos. Convidávamos colegas do masculino e outras pessoas de fora para treinar conosco”, explica Camila Duarte que participa das Olimpíadas desde 2018.

Sintrajud apoia o esporte da categoria

O Sintrajud tem contribuído para a participação de servidores e servidoras nas Olimpíadas com materiais para modalidades coletivas, reserva e aluguel de espaços para treinamento e contratação de treinadores e professores.
Esse apoio não se limita aos equipamentos ou aos resultados esportivos. Ao contribuir para que as equipes possam se organizar e treinar, o Sindicato busca também fomentar um espaço de convivência entre os trabalhadores. Cooperação, solidariedade, companheirismo e construção coletiva fazem parte dessa experiência, seja em uma equipe de vôlei ou futebol, seja entre atletas que disputam modalidades individuais, mas treinam e torcem juntos.
As medalhas mostram a dimensão esportiva da participação paulista na ONJF. Mas o saldo de Aracaju passa também pelas amizades construídas, pelo apoio entre colegas e pelos vínculos fortalecidos durante uma semana em que servidores e servidoras puderam competir, torcer e compartilhar conquistas como categoria.

→ Confira aqui os resultados da competição no portal da Anastra

→ Confira também mais fotos das ONJF