NOTICIAS15/07/2026

Reajuste no contracheque: conquista da categoria barra congelamento; é hora de reforçar luta para derrubar veto

Primeira parcela nos contracheques em julho reflete lutas da categoria contra o congelamento salarial. Sintrajud reforça chamado às mobilizações pela derrubada do veto às duas parcelas restantes e demais pautas, com atos em SP e paralisação nacional dia 13 de agosto.
Por: Hélcio Duarte Filho
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Os contracheques de julho dos servidores e servidoras do Poder Judiciário Federal vão conter a marca da luta da categoria: o reajuste de 8%, referente à primeira parcela da reposição das perdas, arrancado no ano passado.

A Direção do Sintrajud parabeniza toda a categoria por essa conquista. A primeira parcela da recomposição salarial repõe parcialmente as perdas, mas reflete um movimento vitorioso ao romper com a política de salários congelados.

Para o Sindicato, agora é hora de fortalecer a luta para que toda a conquista salarial do ano passado seja concretizada, com a derrubada do veto presidente Lula às demais parcelas de 2027 e 2028. Construir uma forte paralisação em São Paulo para o dia 13 de agosto, data nacional de mobilização, é um passo importante nesse sentido. 

É também parte do movimento pela reestruturação da carreira com base na proposta aprovada pela categoria, por mais recursos e isonomia na saúde, pela derrubada do veto à atividade de risco de oficiais e oficialas e pelo auxílio-nutrição para as aposentadorias.   

Enviar mensagem para o conjunto de parlamentares pela derrubada do Veto 45 (clicando aqui)

Em São Paulo, outras duas mobilizações antes desta data estavam previstas: a assembleia-ato no TRF-3 na quarta (14), tendo como pauta central a questão da saúde, e a paralisação por 24 horas na Justiça do Trabalho, na quinta-feira (16), com ato à tarde no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa, tendo como demanda principal as condições de trabalho e a extinção do programa ‘Ajude 4.0’, que se assemelha a uma unilateral ‘reforma’ administrativa interna.

Luta para derrubar o veto

Segue sem previsão de data para a apreciação do Veto 45, é o que informam o servidor Antonio Melquíades, o Melqui, da direção do Sintrajud, e a servidora Luciana Carneiro, sindicalizada do Sintrajud e integrante da coordenação da federação nacional (Fenajufe).

Em meio à atuação em Brasília em busca de apoio às pautas da categoria, Luciana informa que há uma tentativa de empurrar a votação para depois das eleições. Melqui relata que fez contato por celular com o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na Câmara, e a senadora Teresa Leitão (PT-PE), líder no Senado. Solicitou apoio à derrubada do veto e expôs argumentos favoráveis à pauta da categoria. 

Sem que chegassem a se posicionar, ambos parlamentares demonstraram estar a par do assunto. Mencionaram não haver uma posição fechada sobre isso e que o conjunto de vetos ainda estariam em debate interno no governo e sendo reavaliados.

Há uma explícita movimentação do senador Davi Alcolumbre (União-AP) no sentido de travar a sessão do Congresso Nacional, sob o argumento da falta de acordos entre as lideranças. Também paralisa a tramitação da proposta de emenda constitucional que reduz a jornada semanal de trabalho e põe fim à escala 6x1, já aprovada na Câmara. 

A direção do Sintrajud avalia que, em ambos os casos, é a mobilização e pressão sobre os parlamentares que poderá romper com esse bloqueio. 

“Conquistamos o Adicional de Qualificação e o reajuste, vitórias de nossa luta. Lula vetou as duas parcelas, e agora o Congresso está travando. Não podemos deixar para depois da eleição: temos que preparar a paralisação e greve para o dia 13 agosto, porque tudo que temos alcançado é com a nossa mobilização”, defende Ana Luiza Figueiredo Gomes, que integra a diretoria do Sintrajud.

Melqui também reforça a ideia de que o reajuste é resultado da mobilização e é preciso reforçar a atuação coletiva para que a conquista salarial de 2025, que inclui as demais parcelas salariais, seja completa. “Não temos tempo a perder. A gente tem que continuar o trabalho sindical e cada servidor e servidora tem que ajudar nessa pressão. Já fizemos isso antes, é trabalhoso, mas temos que fazer para derrubar o veto e conquistar todo o reajuste aprovado”, defende.

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