Coletivo de Negras e Negros discute racismo institucional nesta terça-feira (10) às 19h30
Texto base para debate é contribuição da psicóloga Cida Bento sobre o projeto de branqueamento do Estado brasileiro e o conceito de branquitude; reunião acontece em formato on-line.
Por: Luciana Araujo

O Coletivo de Negras e Negros do Sintrajud convida toda a categoria a participar de um diálogo formativo sobre os mecanismos de imposição do racismo institucional como um sistema ideológico que perpetua desigualdades socioeconômicas e discriminações a partir da condição racial no Brasil. A reunião acontece exclusivamente em modo on-line para facilitar a participação, e terá início às 19h30.
Com suporte num artigo da psicóloga Cida Bento, o Coletivo também vai debater como o embranquecimento da população brasileira por meio de políticas eugenistas foi um projeto de Estado que segue tendo implicações nos altos índices de violação de direitos de pessoas afrodescendentes até os dias de hoje, e como o racismo institucional (que é a exclusão de direitos e acessos com base na condição racial das populações negra e indígena) estrutura um sólido sistema discriminatório. A noção de branquitude, que explica uma perspectiva autorreferente de mundo que considera o branco como padrão e racializa outros povos hierarquizando vidas, também será tema da conversa.
Mestra em Psicologia pela PUC-SP e doutorada pela USP, Maria Aparecida Bento é diretora executiva). Desde o seu doutoramento, tem dialogado com a temática da Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades Raciais (CEERT) - organização não governamental de referência nas pesquisas sobre racismo, trabalho, educação no Brasil.




