Sintrajud inicia campanha pela derrubada do veto de Lula e abre inscrições para caravana a Brasília
Atos nacionais em 4 de fevereiro vão defender a derrubada do veto às parcelas do reajuste e cobrar do STF a promessa da Carreira; inscrições para caravana vão até quarta (21).
Por: Por Hélcio Duarte Filho

“Derruba o veto". Parlamentares serão recebidos com essa mensagem quando voltarem à Câmara e ao Senado Federal na retomada dos trabalhos legislativos. É o que se pretende com a caravana nacional que vai a Brasília na primeira semana de fevereiro e da qual o Sintrajud vai participar.
As manifestações nacionais previstas para o dia 4 vão iniciar a mobilização pela derrubada do veto do presidente Lula a duas das três parcelas do reajuste salarial conquistado pelos servidores e servidoras do Judiciário Federal no final do ano passado.
Será cobrado ainda o encaminhamento pelo Supremo Tribunal Federal da prometida reestruturação da carreira da categoria, o PCCS.
Haverá dois atos na capital federal, no dia 4, uma quarta-feira, convocados pela federação nacional (Fenajufe):
às 11h, no Anexo II da Câmara dos Deputados;
às 15h, em frente ao Supremo Tribunal Federal.
O Sintrajud abriu inscrições para participar da caravana, que devem ser feitas de 14 a 21 de janeiro de 2026, até as 19 horas, por formulário digital. Serão disponibilizadas dez vagas, a serem preenchidas por ordem de inscrição.
Caso as inscrições ultrapassem essa previsão, automaticamente entram na lista de espera para ocupar eventuais desistências. O mesmo ocorrerá com inscrições posteriores ao dia 21. Ao se inscrever, o servidor ou servidora deve aceitar o Termo de Responsabilidade em relação à passagem e hospedagem para a atividade.
Formulário para se inscrever para caravana a Brasília - clicar aqui
Vai começar a luta pela derrubada do veto
O Sintrajud convida o conjunto da categoria a participar deste movimento que se inicia, tanto se inscrevendo para a caravana, quanto ajudando a divulgar essa luta e comparecendo às atividades que venham a ser convocadas.
Para a direção do Sintrajud, a campanha pela derrubada do veto é prioritária e, junto com a defesa da reestruturação da Carreira, são mobilizações que, mais uma vez, enfrentam a lógica do ajuste fiscal — política orçamentária que beneficia os bancos, em detrimento das pautas sociais e trabalhistas e que vem sendo adotada por sucessivos governos.
O projeto que assegura o reajuste de 8% a partir de julho de 2026 foi sancionado pelo presidente Lula/Alckmin em 19 de dezembro do ano passado. Porém, com o veto às parcelas de 8% em julho de 2027 e de 8% em julho de 2028.
A justificativa para o veto foi de que a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) ‘não permite que um governo aprove reajustes salariais que terão impacto em governos posteriores’. No entanto, trata-se de um projeto do Supremo Tribunal Federal sobre o qual, até a véspera da sanção parcial, não havia sido levantado nenhum obstáculo nesse sentido, seja pelo governo, seja pelo presidente do tribunal, ministro Édson Fachin, e tampouco pelo CNJ.
Carreira
As manifestações também vão cobrar o encaminhamento da reestruturação da Carreira, o PCCS. Isso foi prometido no ano passado pelo então presidente do STF, ministro Roberto Barroso, logo após as paralisações no PJU, que foram mais expressivas em São Paulo, Minas Gerais e Bahia.
À época, Barroso respondeu com a promessa de enviar um documento com os compromissos que assumiria à mensagem com imagem da greve remetida pelo servidor Antonio Melquíades, o Melqui, diretor do Sintrajud. Isto de fato ocorreu, com o encaminhamento e aprovação do reajuste e do AQ sendo cumpridos.
O terceiro item, porém, não aconteceu: o compromisso de apresentar um projeto de PCCS para tramitar em 2026 ainda está por ser cumprido. É isso que o Sintrajud e as demais entidades também vão cobrar do STF em Brasília na primeira semana de fevereiro.




