NOTICIAS13/05/2025

Congrejufe manifestou solidariedade ao povo palestino contra genocídio

Por: Luciana Araujo

Moção foi aprovada por unanimidade e tema surgiu durante debates congressuais de análise da conjuntura e do avanço da extrema direita, considerando os impactos dessa realidade para a classe trabalhadora brasileira e a categoria.
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Ana Luiza fala ao congresso da Fenajufe (Foto: Joca Duarte).

  O 12º Congrejufe (Congresso Nacional da federação da categoria), ocorrido entre os dias 26 de abril e 1º de maio na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, debateu, entre outros temas, os impactos das guerras e ofensivas genocidas em curso no mundo para os trabalhadores e as trabalhadoras brasileiros/as. O ataque do Estado de Israel à Palestina, que já matou mais de 52 mil pessoas desde outubro de 2024, segundo informações do Ministério da Saúde de Gaza, e deve ter impactos sobre uma geração inteira, de acordo com o representante da Organização Mundial de Saúde para o Território Palestino Ocupado, foi repudiado pelos/as congressistas de todas as teses.Com o bloqueio da ajuda humanitária por parte de Israel, a Palestina vive o que o Escritório das Nações Unidas para Ajuda Humanitária vem chamando de "pior cenário" do ataques. Falta de comida e água até para apagar incêndios de corpos de pessoas vítimas de explosões são parte da realidade brutal.Embora pareça distante, os impactos deletérios da ocupação sionista no território palestino chegam também ao Brasil, além das imagens da tragédia humana e ferimentos ou morte de parentes de pessoas que vivem ou nasceram por aqui, pela economia. A ocupação israelense que disputa o petróleo do subsolo palestino já trouxe impactos para o preço dos alimentos e combustíveis.Nesta terça-feira (13 de maio), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em entrevista coletiva que o Exército sionista vai usar "força total" em Gaza, "até o fim". As expressões usadas pelo governante israelense chocaram mais uma vez o mundo pela similaridade com o tratamento que o nazismo utilizada contra o povo judeu.onfira abaixo a moção aprovada no Congresso, apresentada pela diretora do Sintrajud e servidora aposentada do TRF-3 Ana Luiza de Figueiredo.MOÇÃO DE APOIO À LUTA DO POVO PALESTINO E REPÚDIO AO GENOCÍDIO PROMOVIDOPOR ISRAEL E O IMPERIALISMO NORTEAMERICANOSolidariedade ao povo palestino, que enfrenta há mais de 70 anos ocupação, violência e violações de direitos humanos decorrentes do colonialismo e do sionismo.A Palestina tem sido vítima de uma política cruel e genocida promovida pelo Estado de Israel. O imperialismo norte-americano é cumplice desse horror. Recentemente, o presidente estadunidense Donald Trump anunciou sua intenção de tomar a Faixa de Gaza, expulsar os palestinos para construir uma nova Riviera, onde ricaços possam se deliciar das belezas da região sobre os cadáveres de crianças, mulheres e todo o povo palestino.Esse anúncio tem o objetivo de legitimar as políticas de genocídio e limpeza étnica levadas a cabo pelo Estado de Israel há 76 anos, particularmente a destruição de Gaza efetuada nos últimos 15 meses. É preciso, portanto, se opor ao plano Trump, e se posicionar pelo fim do genocídio e da limpeza étnica efetuada pelo estado sionista.É preciso defender incondicionalmente a resistência palestina, e sua unidade com a classe trabalhadora e a juventude dos países árabes, na luta por uma Palestina livre do rio ao mar. Ao mesmo tempo, é necessário que as organizações da classe trabalhadora no Brasil continuem integrando as ações de solidariedade ao povo palestino em todo o país e também exigindo do governo Lula a ruptura das relações econômicas, diplomáticas e militares com o Estado de Israel.Assim considerando, o 12º CONGREJUFE afirma seu apoio incondicional à causa palestina e contra o genocídio de seu povo. Nesse sentido, é preciso chamar as organizações de nossa classe, especialmente as centrais sindicais e movimentos populares, a construir uma ampla campanha política internacional de apoio à Resistência Palestina, assim como de exigência às potências agressoras – Israel, Estados Unidos e demais países que colaboraram com a ação genocida - para que paguem a reconstrução da Faixa de Gaza, dos hospitais, escolas,residências, e toda infraestrutura.Por fim, entendemos como necessário para efetivar esse apoio que as organizações do movimento operário e popular discutam a possibilidade de organizem delegações para ir à Gaza, assim que estejam dadas as condições de ingresso, para expressar de fato a solidariedade da classe trabalhadora internacional.Foz do Iguaçu, 30 de abril de 2025.