
Resolução aprovada no 12º Congrejufe (Foto: Josiane Calado, para o LutaFenajufe).
Causou grande comoção a instituição das reservas de vagas para negras e negros, pessoas com deficiência e LBGTQIAPN+ em todas as instâncias da Fenajufe, aprovada na plenária ocorrida na tarde desta terça0-feira (29 de abril) no 12º Congresso da Fenajufe.Maria Ires, integrante do LutaFenajufe e diretora de base do Sintrajud, comemorou a conquista articulada pelo Coletivo de Pretas e Pretos que se organizam na Federação Nacional, ressaltando a importância da inclusão de cotas para negros, indígenas, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência (PCD). “A aprovação da resolução traz justiça para a participação das representações de opressões dentro das instâncias da Fenajufe. É muito importante porque estamos sempre sendo esquecidos dentro dos espaços. Nós existimos. Não queremos que pessoas que não sentem a nossa dor tracem políticas para a gente. Queremos ocupar os nossos espaços com legitimidade. E quem realmente vai falar por nós somos nós mesmos, porque sabemos qual é a nossa dor. Isso não só nas questões de raça, mas também os LGBTQIAPN+, os PCDs. Cada um fala enquanto grupo e com lugar de fala”, esclareceu.Com a aprovação, o novo texto estatutário, a partir das próximas eleições, as representações proporcionais em todas as instâncias da Fenajufe deverão ter, inclusive na diretoria executiva, composição mínima de paridade de gênero e 30% de pessoas negras, indígenas e/ou quilombolas, 10% de pessoas LGBTQIAPN+, sobretudo pessoas trans e/ou travestis, e 10% de pessoas com deficiência.No parágrafo único do artigo 10 já constava a paridade de gênero. O quarto parágrafo do artigo 5 do regimento eleitoral também já previa o mínimo de 30% de vagas para negros/as e 50% para mulheres nas chapas apresentadas para concorrer à diretoria executiva da entidade.Um dos articuladores da nova redação, o servidor do TRT-2 Filipe Mafalda avalia que a deliberação foi "histórica. A gente consequiu aprovar a equidade de raça, de pessoas negras, indígenas e quilombolas, de pessoas com deficiências e pessoas LGBTQIA+, especialmente pessoas trans e travestis".
