NOTICIAS15/09/2026

Amelinha Teles, presente: uma história de luta pela memória, pela verdade e pela justiça social e de gênero

Sintrajud lamenta a perda e se solidariza com familiares e amigos; Cerimônias de despedida vão ocorrer nesta quarta-feira (16), das 11h às 16h, na Reitoria da Unifesp.
Por: helcio duarte filho
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O Sintrajud lamenta profundamente a morte de Amelinha Teles, escritora e militante que teve atuação destacada nas lutas sociais da classe trabalhadora, com trajetória fundamental no movimento feminista e na defesa dos direitos humanos.

Nascida em Contagem, na região metropolitana de Minas Gerais, Maria Amélia de Almeida Teles teve a vida recortada por uma prisão arbitrária e extremamente violenta, feita às margens da lei, pelos aparelhos repressivos da ditadura empresarial-militar que vigorou no país por 21 anos. Foi barbaramente torturada. 

O episódio marcou a sua vida, voltada para as lutas sociais, feministas e pelos direitos humanos da classe. É reconhecida a sua fundamental participação na Constituinte de 1988, atuando no movimento “Lobby do Batom”. Assim como nos trabalhos desenvolvidos na Comissão Nacional da Verdade (CNV), instalada em novembro de 2011, e na luta histórica pela verdade, memória e justiça. Integrava ainda a coordenação da Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos.   

Uma das fundadoras da União de Mulheres de São Paulo, participava do projeto Promotoras Legais Populares (PLPs), desenvolvido por esta entidade na capital paulista. Impulsionava essa organização feminista, que já formou milhares de mulheres como promotoras legais populares no país que figura entre os que mais se comete crimes de feminicídio no mundo. A 30a turma do projeto, última que a teve presente, encerrada recentemente, contou com algumas aulas acolhidas pelo Sintrajud, sindicato com a qual a militante manteve parceria.

"A opressão e a discriminação é desigual, dependendo da classe, da raça e etnia, da geração e da própria construção do gênero", destacou, no ciclo (on-line) de formação para o combate ao machismo, realizado pelo Coletivo de Mulheres do Sintrajud – Mara Helena dos Reis, em outubro de 2020, em um dos momentos mais difíceis da pandemia de Covid-19.

Amelinha tinha 81 anos e faleceu, em decorrência de um câncer recém-descoberto, nesta terça-feira, dia 15 de setembro de 2026. As cerimônias de despedida serão realizadas na quarta-feira, dia 16 de setembro de 2026, das 11h às 16h, na Reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Rua Sena Madureira 1.500, na capital paulista. O sepultamento será no mesmo dia, com saída do campus da universidade para o Cemitério da Vila Formosa.

A Diretoria e as funcionárias e funcionários do Sintrajud se solidarizam com familiares, amigos e amigas e colegas de militância de Amelinha, com a certeza que ela deixa um legado de vida e seguirá presente nas lutas das mulheres e da classe trabalhadora.