NOTICIAS10/08/2026

TRF-3: Pregão da coparticipação ainda se arrasta

Sindicato fez novos questionamentos e cobrará mais uma vez manifestação da administração na quarta-feira.
Por: Luciana Araujo
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Até o encerramento do expediente nesta segunda-feira (10 de agosto) ainda estava em aberto o Pregão 90012/2026, do TRF-3, que visa contratar operadora de plano de saúde.Na última sexta-feira (07), o TRF abriu novo pregão para contratação na capital e 15 cidades hoje atendidas pela Seguros Unimed. A licitação que se arrastou ao longo do fim de semana inteiro, com pedidos de prorrogação de prazo por parte da HapVida, única empresa que se apresentou.O Tribunal impôs o modelo de coparticipação sob a argumentação de atrair mais concorrentes, mas a realidade da cartelização de um mercado onde empresas comumente combinam quem vai disputar quais editais, não mudou. Mesmo com o edital sendo adequado a demandas das empresas, deixando a categoria à mercê dos cartéis de saúde privada.A coparticipação é um retrocesso para servidores/as e juízes/as, que vai exigir o pagamento de procedimentos e atendimentos, além da mensalidade.A HapVida, empresa em crise, já é alvo de diversas reclamações de colegas do TRT-2. A diretoria do Sintrajud ressalta que agora é mais importante unificar a luta também contra a precarização da assistência médica, pelo reajuste do auxílio-saúde e mais verbas para garantir esse direito da categoria.E por isso, a luta por mais verbas para o orçamento de assistência médica é a cobrança de isonomia no valor do auxílio-saúde pago a servidoras/es e magistradas/os será pauta do ato desta quinta-feira (13 de agosto) - Dia Nacional de Luta com paralisação de 24 horas e ato às 13 horas em frente ao Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (Rua da Consolação, 1272), às 13 horas. Compareça!Questionamentos do Sintrajud Nesta segunda-feira, o Sindicato enviou um novo rol de perguntas para o setor de Licitações do Tribunal, mas até a publicação deste texto os questionamentos ainda não tinham sido respondidas. A comunicação do Tribunal informou apenas que o processo do Pregão ainda está dentro dos prazos legais. Confira abaixo as perguntas enviadas pelo Sindicato ao Tribunal neste dia 10.1) Por que a demora na conclusão do pregão?2) As condições de atendimento na rede hospitalar da capital vão permanecer exatamente as mesmas dos planos atuais (à exceção da coparticipação)?3) A HapVida está cobrando cerca de R$ 7,5 milhões a mais do que a Seguros Unimed cobra atualmente. Qual será o impacto desse valor a maior na tabela de custeio e para servidores (percentual nominal de aumento no valor descontado do servidor)?4) O novo contrato já prevê a correção da regra que leva pessoas mais idosas e com menores salários a pagarem proporcionalmente mais que a magistratura e salários mais altos?5) Tendo em vista vários veículos de mídia apontarem uma crise de solvência da HapVida, que mecanismos estão previstos no contrato em caso de agravamento dessa situação que comprometa o atendimento?6) Como ficam os servidores 50+ e PCDs que usam o plano e até hoje não tiveram uma explicação transparente da metodologia adotada pelo Tribunal?7) Qual será o valor da participação do servidor no custeio (alteração na tabela atualmente em vigor)?8) E, por fim, qual será o impacto para quem recebe o auxílio por não estar no plano do tribunal?