Categoria decide construir paralisação na JT em 16 de julho e nacional em 13 de agosto
Assembleia-ato no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa fez parte das atividades do Dia Nacional de Luta da categoria pela derrubada dos vetos de Lula, carreira com sobreposição (Ciclo-85-70), nomeações e isonomia na saúde.
Por: Luciana Araujo

Mais uma vez a categoria se mobilizou nesta quarta-feira (1⁰ de julho de 2026) em uma assembleia-ato, que aconteceu no Fórum Trabalhista Ruy Barbosa. A atividade fez parte do Dia Nacional de Luta convocado pela Federação Nacional. A diretora de base e da Fenajufe Maria Ires Graciano Lacerda representou o Sintrajud em Brasília no ato realizado em frente ao Supremo Tribunal Federal. Servidores/as da JF/Franca também participaram da mobilização, além de cerca de 130 colegas na sala Zoom.
Ao final da atividade, foi aprovado:
- Exigir a mudança imediata da política de equalização da força de trabalho para uma política de nomeações de todos/as os/as aprovados/as no concurso em vigência, cumprindo as 385 nomeações autorizadas na Lei Orçamentária Anual de 2026, além da busca de dotação para Provimento de todos os cargos vagos no Regional;
- Requerer a suspensão do 'Ajude 4.0' até que sejam nomeados/as servidores em número suficiente para o atendimento do quadro legal de pessoal das unidades judiciárias;
- Reiterar a cobrança às presidências do TRT-2 e do CSJT de atuação institucional para aprovar PL 8307/2014, que cria 611 cargos efetivos (407 de Analista Judiciário e 204 de Técnico) e 1.216 funções comissionadas (572 nível FC-5 e 644 nível FC-4);
- Repudiar a decisão do CSJT sobre o auxílio-saúde e adoção das medidas cabíveis para reversão do Ato CSJT.GP.SG N.º 71 e da Resolução CSJT 445;
- Paralisação na Justiça do Trabalho da 2ª Região em 16 de julho, pela reversão da quebra da isonomia na saúde e por nomeações, com ato e assembleia para organizar o dia nacional de paralisação em 13 de agosto;
- Participar da paralisação no dia13 de agosto, fortalecendo o calendário nacional unificado.
Saúde
'Vão manter o auxílio-saúde para eles, consolidando a diferença para os servidores", frisou Camila Oliveira, referindo-se à decisão do Conselho Superior da Justiça do Trabalho no último dia 26 de junho, que limitou o valor per capita do auxílio-saúde para servidores/as a R$ 602 (ressaltando que este não será o valor pago aos/às trabalhadores/as, mas apenas a dotação destinada ao Regional), enquanto juízes/as do Trabalho vão receber 5% do próprio subsídio mais 25% do benefício se tiverem 50 anos de idade ou mais, doença grave ou deficiência.
A magistratura Trabalhista poderá ainda optar por se manter recebendo o auxílio nas regras em vigor antes da Resolução CSJT 445, caso estas lhes sejam mais vantajosas.
A parcela da assistência médica paga a juízes/as foi liberada no julgamento de embargos declaratórios ocorrido na semana passada, interpostos porque a magistratura considerou pouco o extrateto de até R$ 78 mil/mensais criado em março pelo STF.
"Foi uma zombaria um grupo de trabalho criado para resgatar a isonomia não só manter todas as disparidades estabelecidas, e ainda abrirem a possibilidade de os magistrados optarem por uma regra mais benéfica a eles próprios", afirmou Fabiano dos Santos, servidor do TRT-2 e dirigente da CSP-Conlutas, central à qual o Sintrajud é filiado. Fabiano lembrou também que em 2027 entram em vigor as novas regras do arcabouço fiscal que podem manter os vencimentos congelados, pois ficarão limitadas as despesas com pessoal.
Reajuste, carreira e nomeações
"Para termos a nossa recomposição salarial garantida em 2027 e 2028, precisamos fazer com que esse veto seja pautado e derrubado. E também precisamos fazer com que o STF encaminhe a revisão da nossa carreira, que está no STF há quase três anos", frisou Luciana Carneiro, dirigente da Fenajufe.
"Se a gente não se mobilizar e os servidores não pararem os trabalhos para os juízes baterem as metas, o PCCS e a derrubada do veto não vão sair e a gente não vai conseguir melhorias nem na saúde e nem na carreira", frisou a dirigente Isabella Leal.
"É necessário avançar para a mobilização concreta, parar as nossas atividades, para exigir da alta cúpula do Judiciário - CSJT, CNJ e STF - e também da presidência local e da Corregedoria o fim do 'Ajude 4.0', que está levando ao acúmulo de tarefas para servidores e servidoras, e na prática é uma reforma administrativa por dentro", frisou o também dirigente Ismael Souza.
Também foi lembrado durante o ato que, para 2026, a Justiça do Trabalho em nível nacional obteve aprovação na Lei Orçamentária de Provimento de 385 cargos. Somente o TRT-2 tem 484 cargos vagos, conforme números disponíveis no próprio canal de transparência do Regional.




