Milhares vão às ruas contra retrocessos do Congresso e anistia a golpistas
Por: Jeferson Choma

O Sintrajud esteve presente nos atos, denunciando que o PL da “dosimetria” é, na prática, uma nova tentativa de anistia aos golpistas, com impactos ainda mais amplos e perigosos para a sociedade. Caso seja aprovado no Senado e sancionado, ou tenha eventual veto derrubado pelo Congresso, o texto pode abrir precedentes para a anistia de outros crimes graves. O ataque para garantir impunidade a Bolsonaro e seus aliados levou milhares às ruas, com a participação de artistas e personalidades públicas. Em São Paulo, nomes como Chico César e Zélia Duncan marcaram presença; no Rio de Janeiro, o ato foi comandado por Caetano Veloso. O rapper Emicida criticou duramente o presidente da Câmara, Hugo Motta, chamando-o de “uma vergonha para o Brasil”.
Durante o ato em São Paulo, a diretora da Fenajufe pelo coletivo LutaFenajufe, Luciana Carneiro, e a diretora do Sintrajud, Rosana Nanartonis, interpelaram o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, para cobrar a sanção presidencial de projetos de lei de interesse da categoria. Faixas e palavras de ordem como “Sem anistia para golpistas”, “Congresso inimigo do povo” e “Fora Hugo Motta” expressaram a indignação popular com a tentativa de garantir impunidade aos responsáveis pelos ataques de 8 de Janeiro e com a atuação de um Congresso alinhado aos interesses do Centrão, da extrema direita e das elites econômicas.
“É muito importante o povo retomar as ruas contra atuação do Congresso que tira direitos já conquistados e aumenta a vulnerabilidade do povo! Ano que vem tem eleição e é muito importante entendermos o projeto político em que votamos. Quem vota no Congresso contra o Povo, não pode voltar em 2026!”, afirma Camila Oliveira, diretora do Sintrajud.
As manifestações também incorporaram outras pautas, como o fim da escala 6×1, o combate à violência contra as mulheres, o repúdio ao Marco Temporal, a defesa da demarcação das terras indígenas e a denúncia de reformas neoliberais que atacam direitos sociais, tal como a reforma administrativa. Ao participar dos protestos, o Sintrajud reafirma seu compromisso histórico com a mobilização popular e com a luta permanente contra retrocessos, em defesa da punição exemplar aos golpistas e da responsabilização de todos os envolvidos.




