NOTA: Lutar não é crime e moradia é direito
Repúdio às agressões a famílias pela CGM de Diadema e solidariedade aos militantes que ficaram detidos por mais de 12 horas.
Por: Diretoria Executiva
Nesta quinta-feira (27 de agosto de 2026), cerca de 200 famílias que vivem na ocupação Palestina Livre, no município de Diadema, realizavam um ato pacífico em frente à sede da Prefeitura contra a intenção da municipalidade de despejar as pessoas sem alternativas, e cobrando programas sociais e regularização das moradias. Em meio ao ato, foram violentamente agredidos pela Guarda Civil cuja responsabilidade é da prefeitura, gerida por Taka Yamauchi (MDB). Dois ativistas foram arrastados e detidos.
Após mais de 12 horas de vigília realizada por vizinhos, integrantes do Movimento de Luta nos Bairros e Favelas (MLB) e do partido Unidade Popular, Felipe e Apollo foram soltos. Uma vitória da mobilização e pressão política das pessoas que permaneceram em frente à delegacia até que a injustiça fosse reparada. Mas a violência e as agressões não se apagam.
A diretoria do Sintrajud repudia as agressões, a detenção arbitrária de dois jovens militantes, o uso de spray de pimenta contra mulheres e crianças e a criminalização da luta popular. Além de cobrar ao prefeito Taka Yamauchi a responsabilização por políticas de moradia, educação, saúde e trabalho que essas famílias necessitam.
São Paulo, 28 de agosto de 2026.
Diretoria Executiva do Sintrajud
DA REDAÇÃO: A Ocupação Palestina Livre existe há cerca de um ano, com as famílias vivendo no prédio de um antigo hospital desativado, na Avenida Alda, 430.





